Imagem de operador montando um trocador de placas gaxetado na fábrica da Apema.

Quando substituir a gaxeta do trocador de placas gaxetado?

Você sabe qual a importância da vedação correta e os sinais de que o seu equipamento precisa de intervenção técnica imediata? Em um trocador de placas gaxetado, a integridade física de cada junta de vedação determina não apenas o desempenho térmico, mas também a integridade dos ativos e a segurança dos operadores no ambiente industrial.

A função da gaxeta em sistemas de placas desmontáveis

A gaxeta é um componente fundamental nos trocadores de calor a placas desmontáveis, sendo responsável por garantir que os fluidos percorram seus caminhos sem se misturarem ou vazarem para o ambiente.  Sua principal função em um sistema de placas desmontáveis é o isolamento estanque dos canais de fluxo.

Quando o pacote de placas é comprimido por meio dos tirantes de aperto, as gaxetas sofrem uma deformação elástica controlada, preenchendo as ranhuras das placas e criando uma barreira física intransponível para os fluidos. 

Esse design permite que dois fluidos distintos troquem calor através da superfície metálica da placa sem que ocorra a contaminação cruzada. 

Além de direcionar o fluxo, a gaxeta atua como um elemento de amortecimento contra vibrações e variações de pressão, absorvendo pequenas oscilações e mantendo a estabilidade da vedação sob pressão.

Uma gaxeta em boas condições absorve essas pequenas oscilações, mantendo a estabilidade da vedação sob pressão. A correta instalação e o alinhamento das gaxetas nos seus respectivos alojamentos garantem que o equipamento opere dentro das curvas de projeto, otimizando a troca térmica e reduzindo o consumo de energia das bombas de circulação.

Por isso, o objetivo deste guia é te mostrar as razões de sua manutenção periódica, que é vital para evitar paradas inesperadas, desperdício de produto, e garantir a eficiência energética. Acompanhe!

Leia também: 4 vantagens do trocador de calor placas desmontáveis

Sinais de desgaste: quando a substituição é necessária

Identificar o momento certo para realizar a manutenção de trocadores é um desafio para a equipe de manutenção, que busca equilibrar a maximização da vida útil dos equipamentos com a prevenção de falhas críticas.

O desgaste das gaxetas é um processo natural, mas pode ser acelerado por picos de temperatura, ciclos de limpeza agressivos ou pressões acima do nominal.

Existem indicadores claros de que a vida útil do componente está chegando ao fim:

  • Endurecimento da borracha: perda da flexibilidade original devido ao envelhecimento, resultando em uma textura quebradiça;
  • Vazamentos externos: presença de fluido gotejando nas laterais do pacote de placas;
  • Perda de pressão: quedas acentuadas na pressão interna do sistema que não podem ser justificadas por obstruções nas placas;
  • Deformação permanente: quando a gaxeta não retorna à sua forma original após a abertura do equipamento para limpeza;
  • Contaminação do fluido: indícios de que o fluido quente e o fluido frio estão se misturando internamente.

A negligência desses sinais pode resultar em paradas não programadas, com elevado custo para a linha de produção. A manutenção preventiva dos trocadores de calor, baseada em inspeções visuais e no histórico de operação, é sempre mais econômico do que a intervenção corretiva em caráter de emergência. 

Por esse motivo, o planejamento antecipado da aquisição dessas peças é fundamental para evitar riscos de paradas de produção e assegurar que o plano de manutenção da planta seja rigorosamente cumprido. 

Materiais e durabilidade das gaxetas industriais

A escolha correta do elastômero é fundamental para garantir a durabilidade de um trocador de placas. Como não existe uma gaxeta universal, cada aplicação requer um material compatível com a natureza química dos fluidos e com a temperatura máxima de operação. O uso de um elastômero inadequado pode provocar o inchamento da borracha ou sua rápida degradação química em poucos dias.

Entre os materiais mais utilizados na indústria, destaca-se a Borracha Nitrílica (NBR), indicada para aplicações com água, óleos minerais e fluidos hidráulicos em temperaturas moderadas. O Etileno-Propileno (EPDM), por sua vez, é ideal para sistemas de água quente, vapor de baixa pressão e fluidos oxidantes, embora não seja adequado para fluidos oleosos. Já o Viton (FKM) é especialmente recomendado para altas temperaturas e ambientes quimicamente agressivos, como aqueles que envolvem ácidos e solventes específicos.

Além da composição química, a durabilidade de uma gaxeta depende do método de fixação adotado. Existem modelos colados e modelos do tipo clip-on, ou seja, de encaixe.

Enquanto as versões coladas exigem um processo de limpeza e cura mais rigoroso durante a troca de gaxetas em trocadores de placas, as de encaixe facilitam a manutenção rápida em campo, reduzindo o tempo de máquina parada.

Independentemente do modelo, a qualidade da matéria-prima é o que impede a deformação excessiva sob carga constante — fenômeno conhecido como compression set — assegurando que o equipamento permaneça estanque por longos períodos de operação contínua.

Leia também: Teste de estanqueidade: proteção e eficiência industrial

Vedação garantida para seu trocador de placas gaxetado!

Utilizar gaxetas de alta qualidade e realizar a troca no momento certo é uma estratégia de economia a longo prazo para qualquer planta industrial. 

A Apema oferece suporte técnico especializado para identificar o modelo exato e garantir que seu equipamento opere sempre com a máxima eficiência para o qual foi projetado.

Com mais de 60 anos de experiência no mercado de troca térmica, compreendemos as exigências de diversos segmentos — incluindo alimentos e bebidas, químico e petroquímico, óleo e gás, biocombustíveis e outros. Oferecemos soluções que unem alta performance e rigorosa conformidade técnica.

Nossa equipe técnica auxilia desde a especificação do elastômero mais adequado até a orientação para o aperto correto do conjunto de placas, assegurando uma operação estanque e duradoura.

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